Muitos já me perguntaram como recupero as fotos do Acervo Fotográfico de Manuel Augusto Martins Gomes, meu pai, que aplicações utilizo e qual o meu processo. Esta publicação é uma explicação resumida do meu processo.
DIGITALIZAÇÃO E ARQUIVO
O acervo fotográfico do meu pai é composto maioritariamente por negativos, seguido de slides e, por último, por algumas fotografias reveladas. Já digitalizei quase todos na minha digitalizadora de mesa Epson (Scanner Epson Perfection V600 Photo) que me permite digitalizar tanto negativos, como slides e fotos e cataloguei-os, não por temas, mas pela sua localização fisica nas minhas pastas de arquivo. Assim, sei rapidamente como os reencontrar se quiser melhorar a digitalização.
Tenho os arquivos digitais digitalizados guardados em 3 lugares! Em dois discos rígidos externos e na cloud, para rápido acesso.
SELEÇÃO
A escolha de qual foto recuperar a seguir é… quase aleatória. Passeio pelo álbum digital na cloud e é a que me captar a atenção no momento. A escolha, recuperação, pesquisa e publicação é algo que faço como um hobby, no pouco tempo livre que tenho. Uma pessoa tem de ganhar o seu sustento e viver a sua vida, certo? É “apenas”uma forma de descontração ao fim do dia de trabalho e ao fim-de-semana, quando me sento no sofá. É, para mim, como um "sudoku" como forma de abstração e uma viagem no tempo que me alimenta a curiosidade e a alma.
RECUPERAÇÃO
Normalmente endireito as fotos, retoco os pontinhos do tempo, riscos e até bolor digitalmente. Uso as ferramentas da Adobe, sendo o Adobe Lightroom o meu favorito, porque consigo evidenciar e puxar aquilo que me chamou à atenção na foto. Como sou uma pessoa de dar atenção aos detalhes às vezes vai tudo!
Não gosto de alterar cores das fotos e se elas estiverem muito amareladas e não conseguir dar a volta sem parecer artificial prefiro passá-las para P/B.
Nas fotografias em negativo e slide tenho maior margem de manobra para recuperação do que nas fotografias reveladas.
Uso também, por vezes, e apenas como complemento ao Adobe quando o denoise não me dá os resultados pretendidos, um aplicativo mobile chamado MintAi para alisar as fotos, mas nas vezes em que descaracteriza as fotos abandono-o, porque só alisa e com o recurso da AI normaliza o que não é normalizável.
Cada fotografia tem o seu desafio e uma história por contar. Nesta fotografia que partilho como exemplo do antes e depois fiz à volta de 190 retoques. A fotografia que estou a recuperar atualmente, de Cape Town, já vai num total de 800 retoques e outra que estou a recuperar em paralelo dos meus primos de 90 anos já vai com 1400!
Antes e depois da foto:
Vou recuperando e guardando as recuperações concluídas e quando elas se encaixam num tema, normalmente um lugar, publico-as no meu blogue sob o respectivo tema se já existente. Caso inexistente e já com algum sentido para publicar abro um novo tema e publico.
PESQUISA, IDENTIFICAÇÃO E PUBLICAÇÃO
A definição do tema é para mim um desafio visto que a grande maioria dos negativos e slides não têm identificação dos locais, pessoas e datas.
Tem sido um puzzle de milhares de peças maravilhoso de construir. Aqui tenho uma ajuda preciosa que não teria há 10 anos atrás: Redes sociais, Google Maps e Google Lens! O meu pai, sempre à frente do seu tempo, se visse as ferramentas que hoje temos à nossa disposição ficaria maravilhado!
A partilha nas redes sociais ajuda-me a chegar a especialistas na área/tema da foto e a pessoas que viveram naqueles tempos.
Com a sua participação, colaboração e também muito carinho, vou preenchendo os enormes buracos de desconhecimento que tenho da vida de outros tempos não meus. E é tão giro ❤️.
É também a melhor forma de fazer chegar o olhar do meu pai e o meu olhar sobre o seu a quem possa ter interesse, seja por se identificarem com o local, por se identificarem com a época, com as pessoas ou simplesmente pelas imagens per si.
É um processo cheio de gosto pela fotografia, com uma grande pitada de curiosidade, muito amor, interesse pela história dos nossos e muita paciência.
Para ver mais:
Quem foi Manuel Augusto Martins Gomes?
Lugares vividos e visitados por Manuel Augusto Martins Gomes
Sobre o Acervo de Manuel Augusto Martins Gomes
Publicações do Acervo Fotográfico de Manuel Augusto Martins Gomes
Este texto foi inicialmente publicado no meu primeiro blogue do Eu Sou porque Tu Foste em Wordpress https://eusouporquetufoste.com/como-recupero-as-fotos-do-acervo/ em 12 de fevereiro de 2024. Transcrevo-o para aqui agora por motivos de migração para este novo domínio.
© 2024 Eu Sou porque Tu Foste. All Rights Reserved. Fotografias do Acervo Fotográfico de Manuel Augusto Martins Gomes, recuperadas por @zebmgomes para @eusouporquetufoste
DIGITALIZAÇÃO E ARQUIVO
O acervo fotográfico do meu pai é composto maioritariamente por negativos, seguido de slides e, por último, por algumas fotografias reveladas. Já digitalizei quase todos na minha digitalizadora de mesa Epson (Scanner Epson Perfection V600 Photo) que me permite digitalizar tanto negativos, como slides e fotos e cataloguei-os, não por temas, mas pela sua localização fisica nas minhas pastas de arquivo. Assim, sei rapidamente como os reencontrar se quiser melhorar a digitalização.
Tenho os arquivos digitais digitalizados guardados em 3 lugares! Em dois discos rígidos externos e na cloud, para rápido acesso.
SELEÇÃO
A escolha de qual foto recuperar a seguir é… quase aleatória. Passeio pelo álbum digital na cloud e é a que me captar a atenção no momento. A escolha, recuperação, pesquisa e publicação é algo que faço como um hobby, no pouco tempo livre que tenho. Uma pessoa tem de ganhar o seu sustento e viver a sua vida, certo? É “apenas”uma forma de descontração ao fim do dia de trabalho e ao fim-de-semana, quando me sento no sofá. É, para mim, como um "sudoku" como forma de abstração e uma viagem no tempo que me alimenta a curiosidade e a alma.
RECUPERAÇÃO
Normalmente endireito as fotos, retoco os pontinhos do tempo, riscos e até bolor digitalmente. Uso as ferramentas da Adobe, sendo o Adobe Lightroom o meu favorito, porque consigo evidenciar e puxar aquilo que me chamou à atenção na foto. Como sou uma pessoa de dar atenção aos detalhes às vezes vai tudo!
Não gosto de alterar cores das fotos e se elas estiverem muito amareladas e não conseguir dar a volta sem parecer artificial prefiro passá-las para P/B.
Nas fotografias em negativo e slide tenho maior margem de manobra para recuperação do que nas fotografias reveladas.
Uso também, por vezes, e apenas como complemento ao Adobe quando o denoise não me dá os resultados pretendidos, um aplicativo mobile chamado MintAi para alisar as fotos, mas nas vezes em que descaracteriza as fotos abandono-o, porque só alisa e com o recurso da AI normaliza o que não é normalizável.
Cada fotografia tem o seu desafio e uma história por contar. Nesta fotografia que partilho como exemplo do antes e depois fiz à volta de 190 retoques. A fotografia que estou a recuperar atualmente, de Cape Town, já vai num total de 800 retoques e outra que estou a recuperar em paralelo dos meus primos de 90 anos já vai com 1400!
Antes e depois da foto:
Partenon na Acrópole de Atenas na década de 1960 (?) por📷 Manuel Augusto Martins Gomes (MMG_N_Q_014 antes da recuperação da fotografia)
Partenon na Acrópole de Atenas na década de 1960 (?) por 📷 Manuel Augusto Martins Gomes (MMG_N_Q_014 depois da recuperação da fotografia)
Vou recuperando e guardando as recuperações concluídas e quando elas se encaixam num tema, normalmente um lugar, publico-as no meu blogue sob o respectivo tema se já existente. Caso inexistente e já com algum sentido para publicar abro um novo tema e publico.
PESQUISA, IDENTIFICAÇÃO E PUBLICAÇÃO
A definição do tema é para mim um desafio visto que a grande maioria dos negativos e slides não têm identificação dos locais, pessoas e datas.
Tem sido um puzzle de milhares de peças maravilhoso de construir. Aqui tenho uma ajuda preciosa que não teria há 10 anos atrás: Redes sociais, Google Maps e Google Lens! O meu pai, sempre à frente do seu tempo, se visse as ferramentas que hoje temos à nossa disposição ficaria maravilhado!
A partilha nas redes sociais ajuda-me a chegar a especialistas na área/tema da foto e a pessoas que viveram naqueles tempos.
Com a sua participação, colaboração e também muito carinho, vou preenchendo os enormes buracos de desconhecimento que tenho da vida de outros tempos não meus. E é tão giro ❤️.
É também a melhor forma de fazer chegar o olhar do meu pai e o meu olhar sobre o seu a quem possa ter interesse, seja por se identificarem com o local, por se identificarem com a época, com as pessoas ou simplesmente pelas imagens per si.
É um processo cheio de gosto pela fotografia, com uma grande pitada de curiosidade, muito amor, interesse pela história dos nossos e muita paciência.
Para ver mais:
Quem foi Manuel Augusto Martins Gomes?
Lugares vividos e visitados por Manuel Augusto Martins Gomes
Sobre o Acervo de Manuel Augusto Martins Gomes
Publicações do Acervo Fotográfico de Manuel Augusto Martins Gomes
Este texto foi inicialmente publicado no meu primeiro blogue do Eu Sou porque Tu Foste em Wordpress https://eusouporquetufoste.com/como-recupero-as-fotos-do-acervo/ em 12 de fevereiro de 2024. Transcrevo-o para aqui agora por motivos de migração para este novo domínio.
© 2024 Eu Sou porque Tu Foste. All Rights Reserved. Fotografias do Acervo Fotográfico de Manuel Augusto Martins Gomes, recuperadas por @zebmgomes para @eusouporquetufoste
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