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A mostrar mensagens com a etiqueta Hotel do Xai-Xai

O Hotel do Xai-Xai

O hotel hoje abandonado no Xai-Xai , mais precisamente na praia do Sepúlveda , é atribuído ao arquitecto João José Tinoco . Não encontrei uma data precisa para a sua inauguração. Nuns locais informam datas entre 1955 e 1970, noutros entre 1959 e 1975. Na ausência de informações, até agora mais concretas, consigo reduzir essa margem para entre 1955 e 1958, através das fotografias do acervo do meu pai, Manuel Augusto Martins Gomes. Fiquei a perceber através das fotos do acervo que o Hotel do Xai-Xai foi um ponto de paragem frequente do meu pai, de seus colegas e amigos. Mas isso não foi algo que ficou imediatamente claro. Acho que foi preciso ir a Moçambique para sentir o possível do abandonado hotel e depois olhar para os milhares de fotos do seu acervo na tentativa de identificar que fotos teriam sido tiradas lá. Olhar para o fundo das fotos e não para os seus destaques. Olhar para as pessoas e suas roupas à procura de sequências de momentos. E sim, fiz “match”. Consegui ligar ao lugar...

Dia 7 - À procura do passado no Xai-Xai

Tofo - Bilene, 1 de dezembro de 2022, quinta-feira Um dia de viagem, do Tofo ao Bilene, totalmente focado no meio do caminho: à procura do passado no Xai-Xai, à procura da antiga Fábrica de Refrigerantes de Gaza e do antigo (e abandonado) Hotel de Xai-Xai. Partida do Tofo Depois de uma noite que nem me recordo de adormecer tal não era a sensação de satisfeita exaustão, acordei bem cedinho e pus-me em marcha para zarpar para o meu novo destino: Bilene . Do Tofo trouxe uma mala cheia de sensações, uma catrefada de boas memórias, uma lufada de vida diferente, uma alma rejuvenescida, um comboio de manias e picuinhices de menina de cidade ultrapassado e uma cabeça cheia de contradições. Quero voltar e quando o fizer, doa o que doer, vou visitar a fundo Inhambane, Maxixe e mergulhar. Ainda não se via vivalma pelas redondezas quando saí do alojamento com a mochila e uma caixa frágil nas mãos que, continha, envolvidas em guardanapos de papel, as minhas frágeis Pansy Shells . Lá avistei o Mári...